O menino que falava máquina
Comecei a programar aos 11 anos, em 2006. Software nunca foi profissão escolhida — foi língua nativa. Enquanto os outros aprendiam a usar o computador, eu aprendia a fazer.
A história
Vinte anos construindo o valor dos outros — até virar o veículo que constrói o meu.
Comecei a programar aos 11 anos, em 2006. Software nunca foi profissão escolhida — foi língua nativa. Enquanto os outros aprendiam a usar o computador, eu aprendia a fazer.
Botpress, Rasa, IBM, CBF, Corinthians, Ligatech. Construí sistemas que movem coisas de verdade — bilheteria e sócio-torcedor de alguns dos maiores clubes do país. Virei mestre do ofício. Mas sempre construindo o valor dos outros.
Todo dev ouve isso, todo ano. Eu ouvi por 20 anos — e quase sempre o acordo era a favor de quem teve a ideia, não de quem construiu. Um dia a chave virou: eu não preciso dizer sim a cada ideia. Preciso de um veículo.
Agosto de 2025. Abri um escritório. Não virei empresário num palco nem numa rodada — virei no dia em que abri uma porta e assinei um CNPJ.
Vender pra grandes. Montar empresa. Importar da China. Navegar regulatório. Paraguai, Lei de Maquila. Descobri que software profundo + execução no físico é um superpoder raro.
Nanpos é onde construo a infra que falta no Brasil: mobilidade autônoma (Bex), dados e protocolos (Findera, GeoFeed), e o resto. Por quem sabe escrever o código e apertar o parafuso.
A crença que organiza tudo: computadores cada vez mais integrados à realidade física. E a forma: construindo em público — porque a travessia é, ela mesma, a história que vale contar.